
RJ: criança que mora em área de risco tem notas mais baixas
Secretaria Municipal de Educação fez prova para mais de 500 mil alunos.As notas mais baixas contam histórias muito parecidas.
Os alunos tinham de mostrar que aprenderam a matéria do ano anterior, mas a maioria não passou no teste. Ao todo, 511 mil estudantes das escolas municipais do Rio de Janeiro, do 2º ano ao 9º, foram avaliados. Mais da metade tirou notas abaixo de sete em português e em matemática. Veja o site do Bom Dia BrasiL Entre os alunos de 4º, 5º e 6º anos, o desempenho é ainda pior: 28.879 mil são analfabetos funcionais e têm dificuldade de interpretar um texto. As notas mais baixas vieram das 150 escolas em áreas de risco. “[Os alunos] Desenvolvem bloqueios cognitivos, ou seja, os traumas deixam marcas que dificultam o processo de aprendizagem. Em segundo lugar, são áreas que têm dificuldade de atrair e reter professores. Então, há uma carência crítica de professores nessas áreas. Também são áreas em que a própria criança toma decisão de abandonar a escola”, afirma a secretária municipal de Educação, Cláudia Costin.
Os moradores convivem com medo não só de balas perdidas, mas também quanto ao futuro dos filhos. “Se eles não forem bem preparados e se não tiverem uma boa educação, o que será até da nossa nação?”, indaga uma mãe de aluno.
Será preciso uma guerra contra o atraso escolar em comunidades vizinhas à violência, mas em áreas de risco também surgem bons exemplos. No Morro Santa Marta, comunidade que por muito tempo foi dominada pelo tráfico, a iniciativa de uma mulher fez muita diferença para 150 crianças. Mesmo perto da violência, elas não se afastaram dos livros. Edméia Williams virou a professora da comunidade. Ela começou com um pequeno grupo e foi crescendo. “As crianças daqui sofrem todo tipo de violência, e a primeira violência que eu acho é que elas são excluídas, porque a favela é um gueto que existe dentro da cidade”, opina a coordenadora do projeto, Edméia. Há 19 anos, Edméia dá aulas de reforço, música e dança e ensina às crianças o prazer de aprender. “Aprendo as coisas diferentes que eu ainda não fiz no colégio”, comenta uma menina.
Secretaria Municipal de Educação fez prova para mais de 500 mil alunos.As notas mais baixas contam histórias muito parecidas.
Os alunos tinham de mostrar que aprenderam a matéria do ano anterior, mas a maioria não passou no teste. Ao todo, 511 mil estudantes das escolas municipais do Rio de Janeiro, do 2º ano ao 9º, foram avaliados. Mais da metade tirou notas abaixo de sete em português e em matemática. Veja o site do Bom Dia BrasiL Entre os alunos de 4º, 5º e 6º anos, o desempenho é ainda pior: 28.879 mil são analfabetos funcionais e têm dificuldade de interpretar um texto. As notas mais baixas vieram das 150 escolas em áreas de risco. “[Os alunos] Desenvolvem bloqueios cognitivos, ou seja, os traumas deixam marcas que dificultam o processo de aprendizagem. Em segundo lugar, são áreas que têm dificuldade de atrair e reter professores. Então, há uma carência crítica de professores nessas áreas. Também são áreas em que a própria criança toma decisão de abandonar a escola”, afirma a secretária municipal de Educação, Cláudia Costin.
Os moradores convivem com medo não só de balas perdidas, mas também quanto ao futuro dos filhos. “Se eles não forem bem preparados e se não tiverem uma boa educação, o que será até da nossa nação?”, indaga uma mãe de aluno.
Será preciso uma guerra contra o atraso escolar em comunidades vizinhas à violência, mas em áreas de risco também surgem bons exemplos. No Morro Santa Marta, comunidade que por muito tempo foi dominada pelo tráfico, a iniciativa de uma mulher fez muita diferença para 150 crianças. Mesmo perto da violência, elas não se afastaram dos livros. Edméia Williams virou a professora da comunidade. Ela começou com um pequeno grupo e foi crescendo. “As crianças daqui sofrem todo tipo de violência, e a primeira violência que eu acho é que elas são excluídas, porque a favela é um gueto que existe dentro da cidade”, opina a coordenadora do projeto, Edméia. Há 19 anos, Edméia dá aulas de reforço, música e dança e ensina às crianças o prazer de aprender. “Aprendo as coisas diferentes que eu ainda não fiz no colégio”, comenta uma menina.
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